
💰 US$ 10 bilhões. Esse é o valor que a Meta pretende gastar com o seu novo projeto de cabos submarinos que vai conectar os EUA, a África do Sul, a Índia e a Ásia: o Waterworth Project.
O que está por trás disso? Os cabos enterrados no fundo do mar carregam 99% de todo o tráfego de dados na internet mundial. Basicamente, sem eles você não conseguiria acessar em nenhum app ou site.
Por falar em acessar… A empresa do Tio Zuck responde por 10% de todo tráfego fixo e 22% de todo tráfego móvel do mundo, mas depende da qualidade dos cabos submarinos de terceiros, geralmente de consórcios de telecomunicações.
Agora, com o plano de construir o sistema com 50 mil km de cabos — sim, você leu certo — o grande objetivo da empresa é ter mais controle sobre como ela executa seus próprios serviços, além de entregar conexão de alta velocidade para a AI, streaming e transações online.
Além disso, a estratégia coloca a Meta no mesmo caminho que o Google, já envolvido em mais de 30 rotas diferentes, por mais que não seja o proprietário total — Amazon e Microsoft também são proprietárias parciais de rotas de cabos submarinos.
A empresa de Zuckerberg já é proprietária parcial de 16 redes, mas o Projeto Waterworth seria o primeiro totalmente de propriedade sua, e segundo a empresa, vai cobrir mais de 95% do tráfego intercontinental pelos oceanos.
Zoom Out 🔎
A crescente importância dos cabos submarinos tem aumentado as preocupações sobre a sua vulnerabilidade a ataques ou acidentes. Isso porque, no segundo semestre de 2024, muitos foram atacados por grupos terroristas ou danificados pelas guerras.
- A OTAN, inclusive, lançou uma missão em janeiro deste ano para aumentar a vigilância dos navios no Mar Báltico, após danos em undersea cables importantes no ano passado.
Pensando nisso, a Meta comunicou que está criando um mecanismo próprio de enterramento em águas profundas (+7k metros).